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Neuroplasticidade16 abr 2026·6 min de leitura

Neurogênese, neuroproteção e BDNF

O cérebro adulto não é fixo — ele se reorganiza, cria novas conexões e, em certas regiões, até forma novos neurônios. E a fotobiomodulação pode ser uma aliada nesse processo.

Durante muito tempo, acreditava-se que os neurônios eram células que só morriam — o cérebro adulto não criaria novos. Hoje sabemos que isso é mito. O cérebro tem a capacidade de se reorganizar e adaptar ao longo de toda a vida — o que chamamos de neuroplasticidade. E em regiões específicas, como o hipocampo, até surgem novos neurônios — num processo chamado neurogênese.

A questão é: o que favorece — ou prejudica — esses processos? E como a fotobiomodulação entra nessa história?

O que é o BDNF e por que ele importa?

O BDNF (do inglês Brain-Derived Neurotrophic Factor — Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) é uma proteína produzida no próprio cérebro que age como um "adubo" para os neurônios. Ele:

Níveis baixos de BDNF estão associados a depressão, Alzheimer, declínio cognitivo e outras condições neurológicas. Por outro lado, aumentar o BDNF é um dos mecanismos pelos quais exercícios físicos, antidepressivos e — sim — a fotobiomodulação melhoram a saúde mental.

Como a fotobiomodulação aumenta o BDNF?

Quando a luz infravermelha penetra o tecido cerebral, ela dispara uma cascata de reações nas mitocôndrias dos neurônios. Esse aumento de energia celular (ATP) ativa fatores de transcrição — "botões" que ligam genes dentro da célula. Entre os genes ativados estão aqueles responsáveis pela produção de BDNF e outras neurotrofinas.

O resultado é um ambiente cerebral mais favorável ao crescimento, à reparação e à sobrevivência neuronal.

Em linguagem simples

A fotobiomodulação "liga" genes dentro dos neurônios que mandam produzir BDNF — a proteína que cuida do cérebro por dentro. Mais BDNF significa neurônios mais saudáveis, conexões mais fortes e um cérebro mais resistente.

E a neuroproteção?

Neuroproteção é a capacidade de proteger os neurônios contra danos. A fotobiomodulação contribui para isso de várias formas:

Esses mecanismos são especialmente relevantes em condições como Alzheimer, Parkinson e outras doenças neurodegenerativas — não como cura, mas como estratégia de suporte e proteção ao longo do tempo.

Por que isso importa para a saúde mental?

Depressão, ansiedade e estresse crônico são associados à redução do volume do hipocampo — a região do cérebro central para memória e regulação do humor. Aumentar o BDNF, estimular a neurogênese e proteger os neurônios são metas que se sobrepõem diretamente ao tratamento dessas condições.

É por isso que a fotobiomodulação não age só no sintoma — ela trabalha na biologia do cérebro, criando condições para uma recuperação mais duradoura.

"Quando falamos em neuroplasticidade, estamos falando em esperança. O cérebro pode mudar. Pode se recuperar. Cabe a nós criar as condições para que isso aconteça." — Dra. Carla Prado

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