Você já ouviu falar que a luz pode ser um remédio? Não é metáfora — é ciência. A fotobiomodulação (FBM), também conhecida como PBMT (do inglês photobiomodulation therapy), é uma terapia que usa comprimentos de onda específicos de luz para estimular processos biológicos dentro das células.
Pense assim: as células do seu corpo têm "usinas de energia" chamadas mitocôndrias. Quando essas usinas estão funcionando abaixo do ideal — por inflamação, estresse ou envelhecimento — a célula produz menos energia, se repara mais devagar e funciona pior. A fotobiomodulação é como "religar" essas usinas usando luz.
Como a luz entra no corpo?
Nem toda luz penetra igualmente nos tecidos. A luz visível (400–700 nm) fica nas camadas superficiais da pele. Já a luz infravermelha (700–1100 nm) consegue penetrar mais fundo — atravessando pele, tecido subcutâneo, músculos e até ossos.
É por isso que os equipamentos de fotobiomodulação usam principalmente a faixa infravermelha: ela chega onde outras terapias não chegam, sem precisar de cirurgia ou injeção.
O que acontece dentro da célula?
Quando a luz infravermelha penetra o tecido, ela é absorvida por uma enzima chamada citocromo c oxidase — que fica dentro das mitocôndrias. Essa absorção desencadeia uma série de reações:
- Mais ATP — as mitocôndrias produzem mais energia (ATP), o combustível das células.
- Menos inflamação — redução de substâncias inflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-α.
- Melhor oxigenação — aumento do fluxo sanguíneo local.
- Ativação de genes de reparo — a célula "liga" genes que favorecem sua própria recuperação.
É como se a luz desse uma "recarga" nas células — elas ficam mais ativas, se inflamam menos e se recuperam mais rápido.
Para quais condições a fotobiomodulação é estudada?
- Depressão e ansiedade (aplicada no crânio — fotobiomodulação transcraniana)
- Dor crônica e fibromialgia
- Enxaqueca crônica
- Distúrbios do sono
- Recuperação muscular e articular
- Condições neurodegenerativas (como suporte complementar)
- Cicatrização de feridas e lesões
É segura? Tem efeitos colaterais?
Sim — a fotobiomodulação tem um excelente perfil de segurança. Os estudos mostram que ela é bem tolerada e não causa os efeitos colaterais típicos de medicamentos (como sonolência, ganho de peso ou dependência). Os efeitos adversos são raros e leves, geralmente limitados a um leve aquecimento ou vermelhidão no local tratado, que desaparecem rapidamente.
O dispositivo utilizado no consultório da Dra. Carla Prado possui registro ANVISA (83206569001), atendendo a todos os critérios de segurança e eficácia exigidos pela agência regulatória brasileira.
"A fotobiomodulação é parte de uma nova geração de tratamentos que atuam na origem do problema — não apenas nos sintomas. Quando integrada a um plano de cuidado completo, ela pode fazer uma diferença real na vida das pessoas." — Dra. Carla Prado

